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Escola de tempo integral é saída para segurança pública, diz Pimentel

Escola de tempo integral é saída para segurança pública, diz Pimentel

O senador também defendeu a fusão das polícias e maior agilidade do judiciário
Publicado no dia 06 de Fevereiro de 2018
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Foto: 
Ichiro Guerra

O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou, nesta segunda-feira (5/2), em Brasília, que a solução para os graves problemas de segurança pública do Brasil está na oferta de escolas em tempo integral, em todo o país. Em entrevistas, após a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos de 2018, Pimentel também defendeu a fusão das polícias civil e militar, além de mecanismos para reduzir a morosidade do poder judiciário.

Segundo o senador, “tem muita coisa simples que pode ser feita. Basta apenas um pouco mais de compromisso. E um país que mata em torno de 60 mil pessoas todo ano, em consequência da violência, mata mais do que aqueles países que estão em guerra. E quem é que morre? É o jovem, é o negro. Exatamente os mais pobres da nossa sociedade”.

Pimentel ressaltou que “esse é o debate que nós precisamos fazer”. O senador concluiu afirmando: “Eu esperava que no pronunciamento de alguma autoridade, na abertura do ano legislativo de 2018, viesse a palavra escola de tempo integral”.

Destaques da entrevista

Escola de tempo integral – “Os vários países do mundo que conseguiram combater a violência, a exemplo do Canadá, tiveram como ponto primeiro a escola de tempo integral. Eu esperava que na abertura dos trabalhos tivesse um esforço de todos nós para que todas as escolas do Brasil, da creche à universidade, fossem escolas de tempo integral, para tirar a juventude das ruas e da mão fácil do traficante. Esse seria o primeiro passo para garantir à nossa juventude um futuro mais concreto, uma oportunidade maior.”

Fusão das polícias – “Ao mesmo tempo, precisamos ter uma postura de reforma nas nossas polícias civil e militar.  É inaceitável ter duas polícias sob a responsabilidade do governo do estado, repetindo tarefas e muitas vezes com conflitos internos. A fusão das polícias é um outro ato muito importante.”

Morosidade do judiciário – “E, acima de tudo, precisamos enfrentar a morosidade do judiciário. Não se justifica ter hoje mais de 40% dos presos brasileiros sem sentenças. São presos que estão ali há dez, doze, quinze anos porque o aparelho judiciário não julga. Só a partir da introdução da chamada audiência prévia para aqueles que são presos passamos a ter um desafogamento do sistema carcerário brasileiro.” 

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