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Graça Foster: ilação para desqualificar Petrobras não se sustenta

Graça Foster: ilação para desqualificar Petrobras não se sustenta

Publicado no dia 20 de Março de 2013
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A produção de petróleo extraído da camada pré-sal pela Petrobras no Brasil deve superar 1 milhão de barris em 2017. A previsão está no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, apresentado nesta terça-feira (19/3) pela empresa a investidores.

Segundo a presidenta da Petrobras, Graça Foster, a produção do pré-sal chegou a 300 mil barris por dia em fevereiro deste ano. Ela ressaltou que a empresa levou apenas sete anos para atingir essa marca. Na Bacia de Campos, por exemplo, foram necessários 11 anos, na porção americana do Golfo do México, 17 anos, e no Mar do Norte, nove anos.

“Considero que é completamente descabida qualquer ilação que possa desqualificar a Petrobras sobre sua capacidade para produzir no pré-sal no Brasil. Essa desqualificação não se sustenta. A produção está posta: são 300 mil barris de petróleo por dia”, disse.

O plano prevê ainda que a produção chegará a 2,1 milhões de barris de petróleo em 2020. Entre os desafios tecnológicos já superados, segundo Graça Foster, estão a redução do tempo necessário para preparar um poço e a realização de sísmicas (buscas) de alta resolução, que garante mais sucesso exploratório

Investimentos

Ainda segundo o Plano de Negócios 2013-2017, a Petrobras vai investir US$ 236,7 bilhões nos próximos cinco anos. O volume é superior ao do plano anterior (2012-2016) de US$ 236,5 bilhões. O plano traz também a meta de elevar a produção nacional de petróleo de 2 milhões de barris diários em 2012 para até 4,2 milhões em 2020.

A empresa explicou que esse novo planejamento dá continuidade do plano anterior, com a manutenção das metas de produção de óleo e gás natural; a não inclusão de novos projetos, exceto para exploração e produção de óleo e gás natural no Brasil; e a ampliação do escopo do Programa de Desinvestimentos (Prodesin), por meio do qual a Petrobras deverá arrecadar US$ 9,9 bilhões este ano, com a venda de ativos no Brasil e no exterior. O Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop) deverá resultar numa economia de R$ 32 bilhões até 2016, aumentando a geração de caixa da empresa.

TABELA

Exploração

O maior volume de recursos vai para a área de Exploração e Produção (E&P), que contará com US$ 147,5 bilhões, ou 62% do total a ser investido. Em seguida, vem a área de Abastecimento e Refino, com US$ 64,8 bilhões, 27% do total; e o setor de Gás e Energia terá US$ 9,9 bilhões, 4%. Na área internacional estão previstos investimentos de US$ 5,1 bilhões; e na Petrobras Biocombustíveis, US$ 2,9 bilhões, praticamente o mesmo percentual da BR Distribuidora, US$ 3,2 bilhões.

A meta de produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil é 2,5 milhões barris de petróleo por dia, em 2016; 2,75 milhões barris de petróleo por dia, em 2017; e 4,2 milhões barris de petróleo por dia, em 2020. Nos anos de 2016 e 2017 a maioria dos projetos do pré-sal e da cessão onerosa entrará em operação, resultando em aceleração do crescimento da produção. O pré-sal representará 35% da produção total em 2017.

Repercussão

Para o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), “o Plano de Negócios da Petrobras é “um balde de água fria” para a oposição, que vem movendo uma verdadeira campanha de desconstrução da imagem da empresa, divulgando e distorcendo informações para pintar um quadro de “crise” num dos maiores patrimônios dos brasileiros. “Como pode estar em crise a empresa que apresenta um plano sólido de investimentos como esse, com aumento do volume de recursos para exploração, produção e refino de petróleo?”, questionou.

Na avaliação do deputado Luiz Alberto (PT-BA), petroleiro aposentado e integrante do Núcleo de Infraestrutura da Bancada do PT, o Plano de Negócios da Petrobras sinaliza para um modelo de gestão que tem garantido a sustentabilidade da empresa. “É estratégico priorizar os investimentos para exploração e produção. Foi com este modelo que conseguimos recuperar a Petrobras do desmonte a que a ela tinha sido submetida pelo governo FHC (1995 a 2002)”, afirmou.

Luiz Alberto destacou ainda a prioridade que os governos do PT (Lula e Dilma) deram para a exploração do pré-sal. “É uma exploração que leva menos tempo”, explicou. O deputado enalteceu ainda a previsão de recursos para o parque de refino. “Durante muitos anos, especificamente nos governos FHC, não houve investimentos na construção de novas refinarias. Por isso, o Brasil ainda não conquistou a sua auto suficiência na produção de combustível, mesmo já tendo alcançado o nível de produção de petróleo equivalente ao consumo interno do País”, acrescentou.

Respostas

O suposto “cenário de crise” da Petrobras vem sendo respondido enfaticamente pela bancada do PT no Senado. Na semana passada, o líder Wellington Dias (PI) chamou a atenção para os interesses que podem estar por trás da desqualificação da empresa. “A quem interessa a queda das ações da Petrobras? Eu imagino que, pelo menos, um setor: os especuladores. Nós não estamos aqui, nem Governo, nem Executivo, nem Legislativo, para defender interesse de especulador”, afirmou o senador.

Em aparte a um discurso do senador Jorge Viana (PT-AC), Wellington lembrou que as críticas da oposição decorrem de um lucro R$21 bilhões alcançado pela Petrobras no último ano “Quantas empresas alcançaram isso no mundo? A Petrobras é uma das poucas”. Para o líder petista, os críticos têm tratado a Petrobras como uma empresa qualquer. “Nós estamos falando de uma empresa que está investindo, neste instante, cerca de R$250 bilhões. Que empresas em dificuldades investem 230 bilhões, R$250 bilhões? Então, é para enganar. Sabe Deus com que interesse que se faz esse tipo de situação”.

Fonte: Liderança do PT no Senado com informações de agências onlines