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José Pimentel celebra o centenário de nascimento do ex-governador Waldemar Alcântara

13/04/2012

SENADO FEDERAL                                                              SF - 1
SECRETARIA-GERAL DA MESA
SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA

 

O SR. JOSÉ PIMENTEL (Bloco/PT – CE. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Exmº Senador da República, Senador Paulo Paim, que preside esta sessão, quero registrar a sua dedicação a esta Casa, principalmente em nome das minorias, dos trabalhadores das várias regiões do Brasil, e o nosso Partido, o Partido dos Trabalhadores, tem muito orgulho, Paim, do seu trabalho, principalmente na área dos direitos humanos, a que você se dedica, desde quando o conheci como dirigente sindical, no final dos anos 70, depois quando cheguei à Câmara Federal já o encontrei como Deputado Federal e ao seu lado trabalhamos muito na Comissão do Trabalho e em outras comissões; em seguida V. Exª veio para o Senado e eu tive a felicidade também de aqui chegar e ter em você – deixe-me chamá-lo assim –, meu companheiro Paim, um professor, um daqueles que nos orientam na condução do nosso mandato desta Casa.
Portanto, esta sessão de homenagem não poderia ter melhor Presidência do que V. Exª na condução.

O nosso Senador Lúcio Alcântara, filho do homenageado, pessoa com que eu aprendi a fazer política no Estado do Ceará, momentos em palanques, juntos, em outros momentos em palanques diferentes, mas sempre, Dr. Lúcio, com muita atenção, com muito carinho para com a forma como o senhor conduziu o nosso Estado, a forma como V. Exª tratava os diferentes e as divergências políticas que são inerentes a quem faz política em qualquer parte do Brasil, mas sempre respeitoso e acima de tudo com o carinho e uma atenção muito grande para com o nosso povo. E não poderia ser diferente, porque os ensinamentos do homenageado, seu pai, sempre foram esses, e V. Exª que trilhou o mesmo caminho, deputado federal, prefeito, nosso governador, Senador da República, não poderia ser diferente. Portanto, tê-lo aqui hoje, para mim, é uma grande alegria, você que representa a família Alcântara no nosso Estado, o Ceará.

Dar um abraço na Srª Lilia Maria de Alcântara e França, que além de ser filha do homenageado é também uma grande colaboradora aqui na Casa; todos nós temos nessa profissional competente a sua dedicação e, em seu nome, quero saudar toda a família Alcântara, suas irmãs, seus netos, suas netas que aqui estão, sua família, representada por V. Sª com tanta qualidade.

Dar um forte abraço no Leo Alcântara – vou chamá-lo assim, que Leonardo Alcântara fica tão longe da gente. Fomos Deputados Federais juntos na legislatura passada. Com o Leo, conversávamos muito sobre as questões do Nordeste, do Ceará, sobre as dificuldades da nossa região, a necessidade da implementação de uma série de políticas públicas, e sempre tive do Leo Alcântara um companheiro, uma parceiro nas conduções, nos debates, nas votações difíceis, muitas vezes, mas sempre compromissado com as suas ideias, com as suas posições políticas e sempre votando a favor do Ceará, do Nordeste e do Brasil.
Portanto, Leo, você não quis ser candidato na última eleição, mas acredito que brevemente teremos de volta a esta Casa se assim o Dr. Lúcio e o povo do Ceará concordarem.
Quero dar um forte abraço no Sr. João Rodrigues Neto, que é o nosso diretor da Casa do Ceará, cujo conselho deliberativo tive a felicidade de compor, recentemente, ao lado de tantos outros cearenses que aqui integram, principalmente os nossos pares, Senadores Eunício Oliveira e Inácio Arruda.

Dar um forte abraço no Sr. Demócrito Duma – Democrito, como nós chamamos –, aqui representando o Grupo Povo. Para Nós, esse grupo de comunicação, feito por rádio, jornal e televisão, é muito importante para o desenvolvimento regional e tem como principal compromisso discutir as questões regionais, as questões do Ceará, a valorização do nosso povo.
Esta sessão, hoje, Democrito, tem como finalidade homenagear um dos construtores do Ceará. Eu sou um daqueles que aprendi que precisamos sempre valorizar, reconhecer e registrar aqueles que ajudaram a desenvolver o nosso Nordeste, o nosso Ceará.

O nosso homenageado de hoje faz exatamente parte daquele grupo que, no início do século passado, embora nascendo numa cidade ainda pequena, a cidade de São Gonçalo do Amarante, da nossa grande Fortaleza, ousou, ao lado da sua família. Foi à Bahia, se formou em Medicina, voltou ao Ceará e devolveu à nossa população o seu conhecimento, a sua dedicação, seja na vida profissional, como médico, como professor e, principalmente, como político.
Por isso, hoje, o nosso Senado Federal, ao completar 100 anos do nascimento deste ilustre cearense, faz homenagem a uma das pessoas que ajudou a construir o nosso Ceará.
Ontem, no dia 12 de abril, homenageávamos exatamente o nascimento, fazíamos aqui referência aos 286 da nossa cidade de Fortaleza, na pessoa do Waldemar Alcântara, e que hoje teríamos esta sessão solene.

E devo dizer às senhoras e aos senhores aqui presentes que foi com muita satisfação que tive a honra de propor a realização desta sessão especial do Senado da República, que mereceu, aliás, o imediato e o entusiasmado apoio dos meus pares, inclusive do Presidente José Sarney, que teve hoje, pela manhã, uma agenda muito cheia e pediu ao Lúcio que, em seu nome, pedisse desculpa. Mas, se for possível, ele ainda chega a tempo de dar um abraço em você.
Esta Casa está passando por momentos muito tensos. Estamos, aqui, na iminência de instaurar uma comissão parlamentar de inquérito e uma série de outras matérias. E aqueles que convivem com esta Casa sabem a tensão que esse processo encaminha, particularmente o Senador Lúcio Alcântara, que vivenciou, na sua vida política, muitos momentos desses,
José Waldemar Alcântara e Silva, ou simplesmente Waldemar Alcântara, em sua virtuosa vida pública, ofereceu o testemunho inconteste e cotidiano de suas convicções acerca da arte da política. A política humanizada, que parte do ser humano e que a ele retoma como forma de mitigar as imponderáveis adversidades da existência, marcou a atuação pública desse cidadão. Um verdadeiro humanista, a um só tempo, austero, firme e sensível, como muito bem o nosso Senador Paim aqui fazia referência. Um homem de seu século, capaz de prospectar e antecipar o futuro.

Ao completar o centenário de seu nascimento, Waldemar Alcântara, professor, médico e político, merece as homenagens do Parlamento, do Estado que tão dignamente representou e de todo o Brasil, pela singularidade de sua profícua trajetória.
O sincero apego e preocupação com as causas sociais, dentro de uma sociedade majoritariamente repleta de privações, o trânsito livre em distintas áreas da vida cearense e o precedente paterno acabaram por encaminhá-lo para a vida pública.
A ascendência moral e intelectual de Waldemar Alcântara fizeram-no figura de relevo e influência no antigo PSD. E, dessa forma, no final dos anos 1940, quando o Brasil, havia pouco, saíra do Estado Novo, teve início sua notável e produtiva trajetória política.
O homem público, embalado pelo jovem médico idealista que labutou no meio rural e, em seguida, afinou suas sensibilidades na prática cotidiana da cidade, não tardou a mostrar a que viera. No Poder Executivo e no Poder Legislativo – estadual e federal –, teve a oportunidade de revelar seu talento para as questões de Estado.
Deputado Estadual, Deputado Federal, Secretário Estadual de Educação e Saúde, Senador da República, Vice-Governador e Governador do Ceará, nosso homenageado participou ativamente da criação de algumas das mais importantes instituições médicas e educacionais do Ceará. Entre outros, foi cofundador da Faculdade de Medicina de Fortaleza, em 1948, tendo sido seu diretor por dois períodos; do Instituto dos Cegos do Ceará e do Instituto do Câncer do Ceará, que presidiu até falecer.

Alcântara era um apaixonado pela vocação que o levou a Salvador, onde se fez médico em 1938, pela hoje bicentenária Faculdade de Medicina da Bahia. Formou-se na mais antiga escola médica do Brasil, instituída por D. João VI quando transferiu a corte em 1808 para a então Colônia sul-americana.

Senhoras e senhores, o Ceará e o Nordeste mereceram a concentração dos melhores esforços e talentos pessoais e profissionais de Waldemar Alcântara. O Estado e a região que o viram nascer mantiveram-se, ao longo de toda a sua existência, como estímulos para as elevadas missões que cumpriu como médico, professor e político de forma indissociável.
O jovem Deputado Estadual mais votado do pleito de 1947 – portanto, o Lúcio, que também foi um dos Deputados mais votados do Ceará, já tinha no seu pai uma grande escola de ensinamento nesse processo – manteve as suas mais altas convicções e seus compromissos morais em todo o percurso político, um percurso que o conduziu, em 1978, ao mais alto cargo público do seu Estado natal, o nosso Ceará.
Waldemar Alcântara começou a frequentar esta Casa ainda no final da década de 50, quando se elegeu suplente do Senador Francisco de Menezes Pimentel, pela coligação PSD-PTB-PRD.

Em 1966, compôs chapa senatorial com Paulo Sarasate, a quem sucedeu no final de 1968, assumindo o mandato que acabaria por consagrá-lo como um dos maiores defensores das questões relativas à saúde pública do Congresso Nacional.
Como Senador, Waldemar Alcântara integrou a Comissão de Saúde e presidiu a Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Regionais. Teve destacada atuação como defensor de soluções objetivas para os grandes problemas médico-sanitários do Brasil. Lutou, de forma incansável, pela obtenção de recursos públicos capazes de resolver velhos problemas. Mortalidade infantil, epidemias e endemias crônicas e desnutrição eram questões centrais para Alcântara, na sua atividade profissional de médico e de político.
O mandato de Senador permitiu que um dos problemas mais urgentes e relevantes do País - a saúde pública - tivesse voz e voto na mais alta Casa Legislativa do Brasil e na principal tribuna da Nação. Além de denunciar as precárias condições sanitárias do País, ele foi incansável na defesa constante da medicina preventiva. Coube a esse valoroso parlamentar cearense proferir a saudação oficial no Senado Federal à memória do grande sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, por ocasião da passagem do centenário de seu nascimento, em 5 de agosto de 1972, como homenagem ao trabalho que Waldemar fazia no Brasil e aqui no Congresso Nacional.Por sua maiúscula atuação nesta Casa em favor de seu Estado, o nosso Estado do Ceará, e da nossa região Nordeste, Waldemar Alcântara recebeu também o honroso cognome de “advogado do Nordeste”, que hoje ainda repercute nos vários estudos que fazemos da região. Particularmente aqueles que se dedicam à diminuição das desigualdades regionais têm em Waldemar Alcântara um grande professor.

Ao analisar a coletânea de seus bem fundamentados discursos parlamentares, observa-se a recorrência dos temas mais essenciais para o povo nordestino e para o brasileiro, de forma geral: as questões regionais. Saúde e educação foram sempre muito mais do que tópicos de referência: foram matérias de reflexão e reivindicação permanentes do político Waldemar Alcântara.
Ao lado de aprofundadas análises críticas, vinham sempre ideias, soluções ou encaminhamentos para as questões mais prementes. Revelava-se aí, uma vez mais, a notável conciliação do espírito analítico com o homem prático, que não hesitava, em bom português, em botar mãos à obra. Em sua leitura do mundo, Waldemar Alcântara conseguiu transcender o aqui e o agora, para projetar as necessidades futuras de um País em forte processo de crescimento e urbanização. Coincidia, nesse período, exatamente a migração de um país agrário para um país industrial, com os problemas que tivemos na metade do século passado e que perduram até hoje.

Visionário, Waldemar já apresentava a sua linha parlamentar no primeiro discurso nesta tribuna, em 19 de novembro de 1968. Aqui, ele ressaltava a necessidade de mais atenção e compreensão com o Nordeste brasileiro. Sugeria também uma nova política desenvolvimentista e registrava, “como fator positivo no desenvolvimento da região, a nova consciência, a nova atitude, a nova mística que por ali se desenvolve com os mais promissores resultados”.
As palavras esperançosas e futuristas de Waldemar Alcântara encontram ressonância em nossos dias atuais quando a região Nordeste apresenta um crescimento pujante e vem recebendo atenção especial do Governo Federal, de forma inédita na nossa República. Hoje, muita coisa mudou, e o nosso Nordeste, esse Nordeste do século XXI, recebe uma grande quantidade de investimentos federais e políticas públicas que vêm mudando o perfil da região e de sua população, resultado de uma luta permanente daqueles que representam o Nordeste nesta Casa, tendo no nosso Lúcio Alcântara uma voz permanente dessa bandeira.
Outro pronunciamento interessante e profético de Waldemar Alcântara, datado de 2 de junho de 1970, defendia a atuação de órgãos como a Sudene, o Dnocs e o Banco do Nordeste e solicitava que continuassem despertando novas esperanças para os moradores da região. Também destacava a importância do nosso rio São Francisco para o futuro dos nordestinos. Hoje, a integração das águas do São Francisco começa a sair do papel, e o projeto está num processo bastante adiantado. É evidente que ainda temos alguns problemas a resolver, mas, graças a Deus, o grande impasse entre os nordestinos do chamado Nordeste Setentrional e os das outras regiões do Nordeste está superado. O maior e melhor Presidente de toda a nossa história, Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio de José Alencar, nosso Vice-Presidente, levou-nos a superar essas divergências regionais, conseguimos apaziguar as nossas diferenças, e o projeto começa a ser construído.
Dizia Waldemar:

O aproveitamento agrícola das margens do São Francisco – o rio da integração nacional – e a exploração dos vales do Jaguaribe, do Acaraú, do Curu, do Parnaíba, do Açu, do Rio das Contas, de todos os vales do Nordeste poderiam, num futuro próximo, constituir-se no fulcro da redenção do polígono das secas, para a glória do Dnocs e da Sudene, precursores da ação governamental na valorização de uma área de riquezas latentes.

Lembro aqui, Dr. Lúcio Alcântara, o apoio que V. Exª deu ao projeto Castanhão, o melhor e o maior açude do Ceará. Em seguida, no seu governo, iniciou-se a construção do Canal da Integração, que sai daquela barragem e trará toda a segurança hídrica para a região metropolitana e, em especial, para a nossa Fortaleza. O Canal da Integração iniciou-se no seu governo e tem continuidade neste Governo, principalmente com o apoio da nossa Presidenta Dilma. Estamos agora iniciando a construção da quinta etapa, que vai de Caucaia até Pecém, que fica exatamente no Município de São Gonçalo do Amarante.
Até aqui procurei revelar algumas das facetas mais relevantes da personalidade e da vida de Waldemar Alcântara, o profissional e o político. Lancei mão de várias fontes para revisitar e relatar uma trajetória pública verdadeiramente modelar. Não quero, entretanto, encerrar esta homenagem, portadora de sincero reconhecimento, falando também em nome do povo cearense, sem algumas referências à vida familiar de nosso homenageado.

Como poderia deixar de mencionar a feliz aliança que Waldemar Alcântara manteve, durante mais de cinquenta anos, com sua Dolores, a mulher adorada que o acompanhou, incentivou e apoiou desde sempre? Positivamente, uma união tão especial e seus muitos frutos não podem passar despercebidos.
Não tenho dúvidas de que foi a equilibrada conjugação dos afetos, das inteligências, das visões de mundo, dos sonhos e do companheirismo autêntico que proporcionaram ao Ceará, ao Nordeste e ao Brasil uma figura com os predicados de Waldemar Alcântara.
Da união de Waldemar Alcântara e Dolores nasceram quatro filhos: Luiza Maria, bibliotecária, aqui presente; Lúcio Alcântara, médico e político que segue os mesmos passos de seu pai: Deputado, Senador, Governador; Lúcia, médica; e Lília, arquiteta e consultora legislativa concursada do Senado Federal, aqui representando toda a família, seus filhos, seus netos; e Léo Alcântara, aqui os representando.
Enfim, o maior legado que Waldemar Alcântara deixou à sua querida família é também seu maior legado ao povo cearense, a todos nós nordestinos, ao Brasil e aos brasileiros: "Fazer da política um ato de amor. Amor à verdade. Amor à democracia. Amor à justiça!" – como ele sempre dizia.
Lembro aqui, mais uma vez, Lúcio Alcântara, seu filho, que trilhou os mesmos passos, o mesmo ensinamento que seu pai deu-lhe no berço, quando ali chegava para dizer: “Quero representar bem o nosso Ceará, o nosso Nordeste, o nosso Brasil”.
Em um momento tão especial da vida do País, em que nosso Brasil deixa de ser uma mera promessa para ser reconhecido como uma grande e generosa potência econômica, uma Nação que procura incluir aqueles que até ontem não tiveram oportunidades, podemos citar ações efetivas que comprovam as conquistas do nosso povo e, em especial, do nosso Nordeste.

Na área educacional, destaco a democratização do acesso ao ensino superior, bandeira permanente do Waldemar Alcântara, por meio da criação e expansão das universidades federais – a maioria nas regiões Norte e Nordeste, além da instituição do Programa Universidade Para Todos, o nosso ProUni.
O Estado do Ceará, por exemplo, já instalou a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, a nossa Unilab, na cidade de Redenção, bandeira sobre a qual o Lúcio sempre trabalhou. E estamos criando a Universidade Federal do Cariri, com projeto em tramitação na Câmara Federal. E tão logo chegue aqui no Senado Federal, não tenho dúvida de que os nossos pares, tendo o Senador Paulo Paim na linha de frente, hão de aprová-la ainda em 2012 para que entre em funcionamento em 2013.
Também estamos recebendo cinco novos campi da Universidade Federal do Ceará nos Municípios de Crateús, Russas, Brejo Santo, Iguatu e Icó.
Também devemos destacar a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, as chamadas escolas técnicas.
Até o ano de 2003, o Brasil possuía apenas 139 escolas técnicas federais. Durante o Governo do Presidente Lula, foram criadas mais 280. E, no ano passado, foi autorizada a criação de outros 120 institutos federais.

No Ceará, eram apenas cinco escolas técnicas. Agora temos 23 institutos federais e outros seis estão em implantação nos Municípios de Itapipoca, Maranguape, Paracuru, Horizonte, Boa Viagem e Acopiara, bandeira que o Governador Lúcio Alcântara sempre trouxe na linha de frente: a necessidade de aprofundar, aprimorar e ter mais escolas técnicas no Ceará, no Nordeste e no Brasil.
Na área da saúde, fortalecemos o nosso Sistema Único de Saúde, o SUS, garantindo a universalização do atendimento médico para todos os brasileiros, independentemente de sua condição financeira.
Waldemar Alcântara deixou uma série de ensinamentos e um exemplar testemunho de vida. Acredito que, esteja onde estiver, certamente está feliz, pois o seu sonho de Nordeste como uma região forte e produtiva veio, ao longo dos últimos anos, se concretizando.

Portanto o Parlamento brasileiro, ao realizar esta Sessão Solene, está reconhecendo uma daquelas personalidades que, podemos dizer, é construtor do nosso Ceará, do nosso Nordeste, do nosso Brasil.

Muito obrigado, Sr. Presidente.