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Democracia em risco

Jornal O Povo

Democracia em risco

A nossa principal bandeira é fortalecer a democracia e seus fundamentos. Por isso, é necessário reafirmar os princípios das liberdades (de expressão, de manifestação e de imprensa) e o direito de escolha dos governantes em eleições diretas, livres e democráticas. São conquistas que devemos cuidar.

No entanto, assistimos no Brasil a uma onda de conservadorismo coincidente com o que vem ocorrendo em diversos países, como Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Peru e Venezuela. Os movimentos são parecidos em suas estratégias político-midiáticas. Disseminam o ódio, a intolerância e procuram deslegitimar governos eleitos democraticamente, por meio da omissão de suas realizações, associado à manipulação das informações.

É importante lembrar que esses movimentos, em sua essência, buscam a retirada de direitos. Defendem o “Estado Mínimo”, que significa menos estrutura para atender à população, menos investimento público e, consequentemente, menos servidores. Pretendem a retirada de direitos sociais, envolvendo aposentadorias e pensões, benefícios assistenciais e redução do poder de compra do salário-mínimo. Tudo isso quando o enfrentamento da crise passa, necessariamente, pelo fortalecimento do poder de consumo dos mais pobres.

As manifestações traduzem concepções diferentes de Estado. De um lado, querem políticas excludentes e até governos ditatoriais. Defender ideias é legítimo, desde que de forma pacífica e tolerante com as divergências. Afinal, também é legítimo defender um projeto de Nação onde todos podem melhorar de vida, ter acesso ao conhecimento e a novas oportunidades.

As lideranças democráticas precisam perceber o momento político em construção e sua semelhança com graves períodos de nossa história que não queremos reviver. Mudança de governo se promove nas urnas. Pois qualquer ruptura da ordem democrática hoje terá consequências imprevisíveis.

 

Senador José Pimentel (PT-CE)

Líder do Governo no Congresso Nacional