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Fazer mais e melhor

Desenvolvimento

Fazer mais e melhor

O desenvolvimento contínuo, longo e sustentável do Brasil é um desejo de todos. Durante o governo Lula, esse objetivo foi conquistado. O país cresceu a uma taxa média de 4% ao ano, gerou 15 milhões de empregos, com carteira assinada, e fez com que 35,7 milhões de pessoas ascendessem socialmente e 27,9 milhões saíssem da pobreza. A nossa presidenta Dilma Rousseff tem o compromisso de manter o ritmo de crescimento do país, com a inflação sob controle e as contas equilibradas. Tudo isso para garantir a expansão dos investimentos em infraestrutura e nos programas sociais, incluindo a prioridade de erradicar a pobreza extrema.

O ajuste fiscal tem como objetivo manter saudável o crescimento do país, evitando que setores sejam pressionados acima da capacidade de resposta. Representa a consolidação de uma trajetória que precisa ser preservada. A medida vem num momento em que os dados apontam para a possibilidade de crescimento da inflação. Esse não é um problema apenas do Brasil, pois os alimentos estão em alta no mundo inteiro, fruto do crescimento acelerado dos países em desenvolvimento, gerando mais consumo. Mesmo diante do ajuste, estão garantidos os programas sociais e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Um dado importante nesse debate é a relação entre os orçamentos de 2010 e 2011. No ano passado os gastos totais do governo, sem incluir os juros e a capitalização da Petrobras, somaram R$ 655 bilhões. Para este ano, mesmo com o ajuste proposto, vamos trabalhar com R$ 719 bilhões, o que representa R$ 64 bilhões a mais que no ano de 2010.

Esse ajuste nos obriga ao desafio de melhorar a qualidade do gasto público para fazer mais e melhor, com menos recursos. Sei que isso é possível! Quando exerci o cargo de ministro da Previdência Social, também fizemos ajustes importantes. Pagávamos mais de R$ 350 milhões em tarifas bancárias para que as instituições realizassem o pagamento dos aposentados e pensionistas. Mediante acordo com os bancos, a Previdência parou de pagar tarifas nos anos de 2008 e 2009. E, a partir de 2010, após o leilão nacional da folha de pagamento, os bancos passaram a pagar tarifas à Previdência Social. Ou seja, com uma única ação, deixamos de pagar R$ 350 milhões/ano e passamos a ter mais uma fonte de receitas para melhorar a nossa Previdência Social.

Quanto ao acerto da medida de ajuste fiscal, a sociedade brasileira poderá julgar ao longo do tempo. No entanto, precisamos preservar as conquistas do presente e garantir novas conquistas no futuro. Com muita coragem e responsabilidade, a nossa presidenta Dilma Rousseff aponta o caminho. Um ajuste fiscal que não leva à retração do investimento nem do emprego e que abre espaço para a redução da taxa de juros e para o controle da inflação. Para o bem de todos!

José Pimentel

Senador da República

PT-CE

 

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